quinta-feira, 12 de julho de 2012

Osún minha mãe




Diz a Wikipédia acerca deste Orixá que:
"Oxum é um orixá feminino da nação Ijexá, adoptada e cultuada em todas as religiões afro-brasileiras. É o Orixá das águas doces dos rios e cachoeiras, da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza. Em Oxum, os fiéis buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões, e também na vida financeira, a que se deve sua denominação de "Senhora do Ouro", que outrora era do Cobre, por ser o metal mais valioso da época. 
Na natureza, o culto a Oxum costuma ser realizado nos rios e nas cachoeiras e, mais raramente, próximo às fontes de águas minerais. Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao incorporar em alguém, característica que se transfere a seus filhos, identificados por chorões.

No Candomblé Ketu - Divindade das águas docesOxum é a padroeira da gestação e da fecundidade, recebendo as preces das mulheres que desejam ter filhos e protegendo-as durante a gravidez. Protege, também, as crianças pequenas até que comecem a falar, sendo carinhosamente chamada de Mamãe por seus devotos."


Características dos filhos de Oxum
"Dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na procura dos seus objectivos.
Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades; atrás da sua imagem doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.
Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.
Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.
Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.
O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum."

Confesso que não estava preparada para ser surpreendido com o facto de ter como Orixá de cabeça, minha mãe Oxúm. Mas hoje olhando para trás, vejo que nem podia ser de outra forma. Vivi muito e passei por muito para que pudesse ser diferente. No fundo algo já me dizia que seria assim, algo me tocava e me mostrava o dourado da vida. Sei que o caminho é longo e sinuoso, mas com uma companhia  como esta, o caminho tornar-se-à mais fácil.  Fui abençoado por ter como Santo de cabeça minha querida mãe Oxúm e como ajuntó meu pai Obatalá. Sou privilegiado e de eles deve aprender muito, lições para uma vida cada vez mais só e dedicada a eles.

Ora ié ié Oxúm

terça-feira, 10 de julho de 2012

Obatálá



Quem conhece as religiões africanas,nomeadamente o candomblé, sabe que todos somos regidos por Orixás. Podemos ter mais, podemos ter menos, mas todos temos pelos menos 2 Santos que por nós olham. Hoje falarei um pouco de um dos que por mim olham e regem. 


Diz a wikipédia: 
"Obatalá é o filho direto de Olorun o criador do universo. Depois de criado o universo e a terra em específico; depois de milhares de anos resolveu dar vida a terra e enviou seu filho directo "Obatalá" para esse fim à terra que até então era composta de água. Vindo com o saco da criação Obatalá trouxe consigo uma galinha d'angola que foi responsável por espalhar a terra sobre as águas, dando desta maneira forma à terra sobre a água, depois de criado os montes etc... Obatalá criou os vegetais, animais e por ultimo da própria criação "terra" com ajuda de Nanã moldou o ser humano com o barro e com seu sopro deu vida ao ser humano. Por isso quando as pessoas têm um grande problema de saúde é a este Orixá que se pode recorrer; claro que dependendo do tipo de doença que seja, podemos recorrer também a outros Orixás. Obatalá é quem rege tudo o que é branco sobre a terra em todo sentido da palavra; pureza. 
Obatalá - Oba (rei) alá (branco)
Òsàlá - Palavra de origem árabe, mais precisamente de inshalla, com o signifcado de "se Deus quiser, se Deus o permitir".
Orisa-Nla, Orisala ou (Orixalá e Oxalá em português) é o primeiro Orisa Funfun nascido diretamente de Olorun (DEUS) (tudo desses orixás é de cor branca)."

Esta é apenas uma das muitas lendas acerca de um dos mais importante Orixás. Reza também a lenda que os filhos de cada Orixá têm características demasiado ligadas à personalidade de cada um deles. As características que Orixá Obatálá passa as seus filhos serão:

Benevolente, paternal, é sábio, calmo, teimoso, reservado, obstinado, tolerante, paciente e age em silêncio. É lento, frio, fechado. São dignos de confiança, mesmo em dificuldades insistem em seus planos e projetos. Nunca esquecem uma ofensa, traição, mas sabem aceitar seus resultados. É frágil, delicado, friorento, sujeito-a resfriados. Compensa sua debilidade física com grande força moral, e seu alvo à realizar a condição humana no que tem de mais nobre. É fiel no amor e na amizade.

Confesso que tenho algumas destas características e quem me é chegada certamente as reconhecerá. Seremos sempre as pessoas erradas para nos avaliarmos, mas sabemos o que sentimos. E o que sinto quando sinto a presença de meu Pai Obatálá é indescritível, não o conseguimos transmitir por palavras e o mais perto que conseguimos chegar é dizer que sentimos como se toda a paz no mundo se tivesse abatido sobre nós, e nos desse asas para sermos livres e felizes. Eu dia poderemos ser um só.....

Epá Bábá

Maferefun Bábá Obatálá

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A beleza de um Iaô






"Feitura de santo é um termo usado nos terreiros de candomblé, que significa a iniciação de alguém ao culto dos orixás.
Iniciação no candomblé.
A iniciação é um rito de passagem, uma morte simbólica que transforma um homem comum em um instrumento do Orixá, em "elegun" um Iaô, pessoa sujeita ao transe de possessão, a emprestar seu corpo para que Orixá viva entre nós mais uma vez, por um período de horas ou dias.
O iniciando passa por ritos complexos, que simbolizam uma volta ao útero da Mãe Terra, de onde renascerá, não um homem comum, mas o instrumento de um Orixá, que por sua boca e seu corpo falará e se manifestará, aumentando assim seu conhecimento e o de todos os outros crentes." In Wikipédia


A iniciação é um momento lindo. A beleza do silêncio, da devoção a um Orixá bate até grandeza de um céu azul ou das ondas do mar. Uma vida ligada ao Candomblé será sempre uma vida feliz, e como tal tem de começar com uma iniciação que, embora não sendo fácil, proporciona a beleza e felicidade que todos procuramos. Tive o prazer de assistir e ajudar numa iniciação e hoje sei, que quando o meu dia chegar, posso partir feliz e sorridente, pois assisti à chegada da bênção sobre meus irmão.

sábado, 29 de outubro de 2011

Eu e o Candomblé






Amo a minha religião.
Adoro estudar a religião, conhecer as lendas, conhecer a sua existência, aprender os caminhos de todos os Santos, de todas as entidades e da sua essência. Sei que por mais que aprenda, nunca saberei o suficiente, nunca aprenderei o suficiente para algum dia me considerar com conhecimentos.

Adoro pisar o chão do terreiro, receber a energia das entidades, das minhas entidades, dos meus Santos e todos os que me rodeiam, não existe nada melhor que ouvir as historias e os conselhos sábios de cada uma das entidades e médiuss que compõem a casa.

Recordo o dia que vi os búzios caírem e me ser dado os nomes dos Santos que olham por mim, junto de Deus. Recordo a emoção, as lágrimas e a alegria que senti. Jamais na vida senti algo assim. Sei que a expectativa sobre mim é elevada, sei e sinto o que é esperado de mim pelos meus Santos, e por todas as outras entidades, e tento dia a dia não os desiludir.

Sonho com o dia em que viajarei o mundo, procurando e vivendo experiência que me dê a alegria sentida nos dias em que partilho o chão do terreiro, e vibro com a energia. Sonho com o dia em que estarei nas margens do rio Osun Osogbo, sonho com dia em que visitarei Ifé ou com o dia em que estarei em Ogun State.

Sonho com um dia que possa eventualmente aparecer onde respirarei e falarei candomblé, de forma a agradecer tudo o que me é dado e entregue. Devo a minha vida e o que tenho a todos os Santos, e principalmente meus Santos que lá bem no alto me protegem e certamente fazem das tripas coração para me trazer alegria,felicidade e uma vida melhor.

Espero um dia não os desapontar e ser Candomblé no corpo inteiro....


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Meu PAI


Jose Mendes Ferreira Geleju Adelabu III, tetraneto de Zumbi dos Palmares, nasceu em um bairro periférico do Município de União dos Palmares, Estado de Alagoas, conhecido como Moquém.

Sua arvore Genealógica inicia-se com:

Soba (Rei) Gungardin, nascido em Janga - Angola África, casado com a Princesa Cuxica nascida em Benguela Angola – África.

Ganga Zumba, nascido na Serra dos Macacos, em União dos Palmares – Alagoas, casado com a Princesa Alaquetuche, filha do Rei da Guiné.

Soba (Rei) Zumbi dos Palmares, casado com a Princesa africana Ade Lola da Cidade de Ijebu Ode uma cidade do estado de Ogun, na Nigéria – África. E com a branca fazendeira Maria Paim, a que consta na historia. Com a Princesa Ade Lola teve cinco filhos entre eles a minha trisavò:

Zimba Gana, princesa brasileira conhecida como Dandara, nascida em 1758.

Bisavô – Soba (Rei) Jumbela Adelabu Gana, casado com a índia Jupira.

Avô – Onoyo Geleju Jamba Gana 1860, casado com a Princesa Isabel Olamio Jamba Geleju.

Meu Pai – Soba (Rei) Manoel Mendes Ferreira, cujo nome africano é Manoel Geleju Adelabú Jamga – 1893.

Materna:

Tetravó – Índia Muira Ubi, batizada como Dona Maria do Espírito Santo do Arco Verde, filha do cacique Velho Tabajara, casada com Dom Jerônimo de Albuquerque, cunhado de Dom Duarte Coelho Pereira, Governador da Capitania Hereditária

Trisavô – Cacique Jubelo Quixaba, índio da Tribo Panagaba

Bisavô – Cacique Carbonel da tribo Caeteés, casado com a índia Chi-Chui

Avô–Cacique Enael Gajuru, da tribo Caetés.

Mãe – Domingas Agaphyto Mendes, nome indígena Flor Bela do Açaí,

Casou-se com o princepe africano Soba Manoel Geleju Jamba, batizado com o nome de Manoel Mendes Ferreira.

Jose Mendes Ferreira, menino pobre, que saiu do Quilombo dos Palmares, com Hum ano de idade, dentro de um casuá (cesto) no lombo de um burrico, puxado pelos seus pais, perambulando em busca de uma vaga de trabalho nos engenhos das usinas açucareiras de Alagoas.

Durante a sua infância foi descoberta a sua paranormalidade e o dom para ser sacerdote do culto aos ancestrais os Orixás. De onde tem tido uma exemplar atuação, de reconhecimento internacional, onde construiu templos em vários Países do Continente Europeu Pois em sua trajetória religiosa, teve como mentores Tia Marcelina, Mestre Felix, Mestre Aurélio, Mestre Foguinho, Manoel Geleju que veio da áfrica ao Brasil em companhia do Pai Adão, este Alagoanos estão retratados no museu de Maceió. Na adolescência foi iniciado no Baturité por Mestre Berílio Gomes, Iniciado no Culto Dahomeano no Vodun Loko por Nicolau Tolentino de Meneses da cidade de Cachoeira de São Felix Bahia. Iniciado na Cultura Jeje Poço Beta, por Manoel Victorino da Costa (Manoel Falefá), no bairro de São Caetano, Bahia. Com a morte de Falefá, foi iniciado na cultura Ketú por Maria Escolástica de Nazaré (Mãe Menininha dos Gantois) e Manoel Cerqueira de Amorin. Ecerrando sua trajetória religiosa no Brasil com a Iyalorixa Regina Pereira Sauze Bogbose Abitiku.

Iniciado no Culto de Egungun Noko na Nigéria África, consagrando-se Oluwô do culto Awó (Iyamim Osorongá).

Iniciado sacerdote do Vodun do Haiti pela sacerdotisa Haitiana Ângela Gromambo, onde fundou o culto ao Vodun no Brasil.

Para aprimorar seus conhecimentos acompanhado pelo adido cultura da Embaixada da Nigéria, mudou-se para África por 8 anos, onde foi iniciado no culto de Ifá, babalawô (Padre) em seguia Oluwô (Bispo), Adbonã (Cardeal) por ultimo Arabá (Papa ou Sumo Sacerdote).

Cursou o ensino Fundamental na Cidade de Utinga Leão no estado de Alagoas

Cursou o ensino Médio na Colégio Dom Bosco, em São Paulo,

Cursou Enfermagem no Instituto Cientifico de Química na Cidade de Rio de Janeiro.

Cursou o curso de Protético no Instituto Técnico de Iniciação Profissional na Cidade do Rio de Janeiro.

Cursou Odontologia – Faculdade de Odontologia do Triangulo Mineiro.

Cursou Teologia – (Ancestral Religion) Universidade de Osogbo Ogun State- Nigéria.

É, Dr em Biopsicoenergetica pela Univerdidad de Biopsicoenergetica La Argentina.

Doctor Socil Sciences pela Universitas Internationalis Studiorun Superiorum - Pró Déo.

PHD – Philosofy Doctor on African Religions – International Biopsychoenergetics University of North America- Ibuna - Flórida USA.

Professor do idioma africano Iyorubá.


Aqui fica a apresentação de meu, Pai Mendes de quem tenho orgulho em puder dizer que sou seu filho, e que muito aprendi/aprendo com ele. Será certamente o melhor sacerdote da religião que alguma vez existiu. É juntamente com Mãe Menininha e Mãe Senhora, uma das pessoas que mais fez pela religião. A sua personalidade faz com que tenhamos além de um pai, um bom amigo.

Garafá Bábá

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A vida terrena




Nasceu em 10 de fevereiro de 1894. Foi a quarta Iyálorixá do Terreiro do Gantois e a mais famosa de todas as Iyálorixá brasileiras. Sucessora de sua mãe, Maria da Glória Nazareth, foi sucedida por sua filha, Mãe Cleusa Millet. Descendente de escravos africanos, ainda criança foi escolhida para ser Iyálorixá do terreiro Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, fundado em 1849 por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, cujos pais eram originários de Agbeokuta, sudoeste da Nigéria.
O terreiro, que inicialmente funcionava na Barroquinha, na zona central de Salvador, foi posteriormente, foi transferido para o bairro da Federação. Situado num lugar alto e cercado por um bosque, o local de difícil acesso era bem conveniente numa época em que o candomblé era perseguido pelas forças da ordem.Maria Escolástica foi apelidada Menininha, talvez por seu aspecto franzino. “Não sei quem pôs em mim o nome de Menininha… Minha infância não tem muito o que contar… Agora, dançava o candomblé com todos desde os seis anos”. Foi iniciada no culto dos orixás de Keto aos 8 anos de idade por sua tia-avó e madrinha de baptismo, Pulchéria Maria da Conceição (Mãe Pulchéria), chamada Kekerê - em referência à sua posição hierárquica, Iyá kekerê (Mãe pequena). Menininha seria sua sucessora na função de Iyalorixá do Gantois. Com a morte repentina de Mãe Pulchéria, em 1918, o processo de sucessão foi acelerado. Por um curto período, enquanto a jovem se preparava para assumir o cargo, sua mãe biológica, Maria da Glória Nazareth, permaneceu à frente do Gantois.
"Minha avó, minha tia e os chefes da casa diziam que eu tinha que servir. Eu não podia dizer que não, mas tinha um medo horroroso da missão (...): passar a vida inteira inteira ouvindo relatos de aflições e ter que ficar calada, guardar tudo para mim, procurar a meditação dos encantados para acabar com o sofrimento."
Em 1922, através do jogo de búzios, os orixás Oxóssi, Xangô, Oxum e Obaluaiyê confirmaram a escolha de Menininha, então com 28 anos. Em 18 de Fevereiro daquele ano, ela assume definitivamente o terreiro. "Quando os orixás me escolheram eu não recusei, mas balancei muito para aceitar", contava.
A partir da década de 1930, a perseguição ao candomblé vai arrefecendo, mas uma Lei de Jogos e Costumes, condicionava a realização de rituais à autorização policial, além de limitar o horário de término dos cultos às 22 horas. Mãe Menininha foi uma das principais articuladoras do término das restrições e proibições. "Isso é uma tradição ancestral, doutor", ponderava a ialorixá diante do chefe da Delegacia de Jogos e Costumes. "Venha dar uma olhadinha o senhor também."
Mãe Menininha abriu as portas do Gantois aos brancos e católicos - uma abertura que, em muitos terreiros, ainda é vista com certo estranhamento. Mas afinal, a Lei de Jogos e Costumes foi extinta em meados dos anos 1970. "Como um bispo progressista na Igreja Católica, Menininha modernizou o candomblé sem permitir que ele se transformasse num espetáculo para turistas", analisa o professor Cid Teixeira, da Universidade Federal da Bahia. Nunca deixou de assistir à missa e até convenceu os bispos da Bahia a permitir a entrada nas igrejas de mulheres, inclusive ela, vestidas com as roupas tradicionais do candomblé.[4]
Aos 29 anos, Menininha casou-se com o advogado Álvaro MacDowell de Oliveira, descendente de escoceses. Com ele teve duas filhas, Cleusa e Carmem. “Meu marido, quando me conheceu, sabia que eu era do candomblé… A gente viveu em paz porque ele passou a gostar de Candomblé. Mas, quando fui feita Iyalorixá, passamos a morar separados. No meu terreiro, eu e minhas filhas. Marido não. Elas nasceram aqui mesmo”.
Mãe Menininha do Gantois faleceu de causas naturais, aos 92 anos de idade.

in Wikipédia

Existem pessoas que vêm ao mundo terreno apenas com a missão de nos ensinarem, de nos fazerem entender que a vida, é mais do que dinheiro, poder, e riqueza. Devemos sempre lembrar de quem precisa e ajudar quem nos procura a ter uma vida melhor e mais feliz. Mãe Menininha quase se confunde com o própria religião, ajudou a crescer, e a fazer da ancestralidade do candomblé o que é hoje. Preservemos todos os ensinamentos que ela nos trouxe



terça-feira, 19 de julho de 2011

Macumba????


“A primeira definição de Macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante); e Macumbeiro é o tocador desse instrumento.”

Ora este instrumento era usado e ainda se encontram casas, terreiros que usam este mesmo instrumento nas suas giras. Durante muitos anos e devido a utilização deste instrumento, era costume ouvir entre frequentadores de terreiros, “vou á macumba”, “vou ver a macumba”, usados numa frase que tinha como sentido dar a indicação que iam cultuar a sua fé e as entidades que protegiam a casa onde se dirigiam, ouvindo e recebendo a sua energia positiva, para que a usassem da melhor forma

Infelizmente hoje em dia, o termo é usado para se referir a bruxaria e feitiçaria e fazem essa associção aos cultos afro, como a Umbanda e o Candomblé. Nada mais errado, esta associação. Um terreiro é a cara da pessoa que o dirige, de quem o frequenta quer como médium, quer como mero assistente na gira, e claro das maravilhosas entidades que ajudam quem de facto precisa.
Jamais uma casa séria, de gente respeitável e de sobretudo de fé, se pratica bruxaria, feitiçaria ou o quer que seja com objectivo de prejudicar quem quer que seja, jamais volto a repetir. Claro que existe gente sem escrúpulos que o pode fazer, mas será que também não existe gente dessa estirpe noutras religiões? Claro que existe, como disse um dia Pai Agenor de Miranda, todas as religiões são boas, os seus praticantes é que a podem fazer ir para o caminho errado.

Lembram-se antes de apontar o quer que seja, que a cor usado em festas, giras de Umbanda é Candomblé é o branco, a cor da pureza, da bondade. Qualquer uma destas religiões apregoa a igualdade e a fé, e um homem de fé apenas procura o bem e nunca o mal.....

Axé