terça-feira, 12 de julho de 2011

Infelizmente uma verdade



Jamais devemos esquecer de que o que é falado para amigos, conhecidos,familiares ou até a assistência de um terreiro, também por nós deve ser praticado. De nada serve falar em pureza, na luz, e no branco se queremos viver sujos, no escuro e enredados pelo preto.


"Entre todos os terreiros espalhados por este país e pelo mundo, podemos encontrar casas cheias de “médiuns”, todos, ou quase todos, presentes no dia de sessão, afim de cumprir, por mais uma vez sua missão.

Entretanto, podemos identificar facilmente dois grandes grupos de Umbandistas:

O UMBADISTA VERDADEIRO e O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA.

Apesar de ser impossível verificar apenas na aparência em qual grupo determinado médium se encontra, as atitudes, os pensamentos, a preparação do adepto deixa claro sua classificação. Essa classificação deve ser feita intimamente por cada um que se diz “Umbandista”, colocando em uma balança seus atos.

Mas, genericamente, podemos defini-los dessa forma:

O UMBADISTA VERDADEIRO , não deixa de ser umbandista quando os atabaques do terreiro silenciam. Ele continua vivenciando sua religião mesmo fora do templo sagrado. Pois sabe que é aqui fora que se deve por em prática todo o ensinamento dados pelos guias na sessão.

O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA, além de reclamar da duração do trabalho, pois é cansativo ficar em pé algumas horas a cada semana, ou a cada quinze dias, deixa de ser umbandista com o término dos trabalhos. Não vê a hora de ir embora e voltar para sua rotina habitual. Quando indagado sobre sua religião, tem vergonha, esconde, mente ser de outra, e não faz questão nenhuma de por em prática aquilo que aprendeu.

O UMBADISTA VERDADEIRO é aquele que se orgulha de sua religião, não teme assumi-la publicamente, ou ajudar aquele que precisa. É aquele médium interessado, que sempre busca aprender mais, questionar mais, buscando compreender melhor como funciona sua religião e a espiritualidade.

O UMBADISTA VERDADEIRO tem amor à sua casa religiosa, pois entende que é nesse solo sagrado que seus Orixás e seus guias se manifestam, além de ser uma escola onde desenvolve sua mediunidade e aperfeiçoa sua moral. Busca auxiliá-la em tudo que precisa, tem zelo, tem capricho.

O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA lembra-se de seu terreiro apenas nos dias de sessões, e não se preocupa se tudo está em ordem, ou se a casa encontra-se em bom estado, pois, apenas quer “ficar” aquelas horas ali e ir embora.

O UMBADISTA VERDADEIRO conta os dias para que chegue a próxima sessão. Programa sua vida incluindo os dias de trabalho, para que nenhum evento ocorra nesse dia, pois, trata-se de um dia sagrado. E quando chega o dia, o Umbandista verdadeiro desde o momento em que acorda, já está em sintonia com o astral superior, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e fumo e fazendo seu banho de descarga, pois sabe que os irmãos espirituais já estão agindo em seu templo e em sua matéria. Precisa estar bem, para socorrer aqueles que lá estarão precisando de auxílio.

O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA quando nota que naquele fim de semana terá sessão, já faz cara feia e pensa “não acredito, isso de novo! Nem deu para descansar”. Qualquer motivo é motivo para não ir ao terreiro. Se o tempo está frio, chuvoso ou muito quente, não vai. Se “não está afim” arruma qualquer desculpa e não vai. Se espirrar, se pegar uma gripe ou resfriado leve, também não vai. E esquece-se, que muitos irmãos doentes procuram nossas casas em busca de alívio para seus males. Qual seria a lógica de um filho de fé não ir, se seria essa a oportunidade de encontrar sua cura? O Umbandista de fim de semana no dia de sessão age como se fosse mais um dia comum. Cultiva vícios, más palavras, más atitudes e intrigas. Não tem noção de que a espiritualidade já está agindo e que seu comportamento prejudica seriamente seu desenvolvimento.

O UMBADISTA VERDADEIRO realmente acredita naquilo que professa. Sabe que a espiritualidade está em todos os lugares e tudo que faz, faz com fé e amor, pois tem a certeza que os espíritos estão ali e irão, de alguma forma, auxiliá-lo, mesmo não sendo da maneira que ele esperava. Não se desespera com as provações, com os contratempos, com as peripécias da vida, pois sabe que é nos momentos difíceis que realmente somos lapidados.

O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA duvida do que professa. Não tem certeza das manifestações. É aquele que acredita que sendo Umbandista, nunca mais terá problema de saúde, que nunca mais terá problemas financeiros. Quando tais problemas aparecem, revolta-se e mais uma vez põe em dúvida sua religião. É aquele que acredita serem as entidades verdadeiros “gênios da lâmpada”, que tudo que ele pedir e quiser, elas terão que dar. Acredita que não haverá mais contratempo e que não passará por provações, pois as “entidades não vão deixar ele sofrer”.

E você? Em qual grupo de Umbandista está?

Se está na dos Umbandistas Verdadeiros, parabéns, continua buscando o aperfeiçoamento de sua fé e cumprindo sua missão.

Mas, se você está no grupo dos Umbandistas de fim de semana, é sinal que algo em sua vida está errado. Ainda é tempo de mudar! Aproveite essa oportunidade, pois o Reino de Oxalá é grandioso e iluminado, mas temos que merecer estar lá. Todos podem lá chegar, desde que façam sua “reforma íntima”, mudando a maneira de agir e de pensar, confiando mais naquilo que professa, cultivando as coisas positivas, buscando a elevação e entendendo que a Umbanda é a oportunidade que Deus nos deu para corrigir nossos defeitos, livrar-nos de nossos vícios e alcançar o progresso espiritual.


Fonte:TENDA DE UMBANDA "FILHOS DA VOVÓ RITA"

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Páscoa cristã celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã.

Talvez um dia todos compreendamos o significado deste dia. A sua ressurreição foi feita para o reino de Deus, reino esse onde todos ambicionamos chegar para jamais voltar.

Dentro de uma vida existem várias fases, fases de desespero, tristeza,sofrimento, mas também fazes de amor, felicidade, êxtase. Em todas elas não devemos esquecer quem nos acompanha, nos carrega nos guia,jamais devemos perder a fé, pois ela nada somos.

Numa altura tão importante para os cristãos, judeus, e outras religiões, não devemos esquecer os ensinamentos de Jesus Cristo. Devemos-nos preocupar realmente com o importante, e jamais por de lado o amor ao próximo, a vontade de ajudar quem precisa.

Numa altura tão conturbada devemos escutar a nossa fé e praticá-la.....

domingo, 10 de abril de 2011

OGUM ao serviço de JESUS


Ogum é a vontade, os caminhos abertos, a energia propulsora da conquista, o impulso da ação, da

vontade, o poder da fé, a força inicial para que haja a transformação. É o ponto de partida, aquele que está à frente. É a vida em sua plenitude, a vitalidade ferrosa contida no sangue que corre nas veias, a manutenção da vida, a generosidade e a docilidade, a franqueza, a elegância e a liderança.

A energia oriunda da vibração de Ogum pode ser percebida claramente nestas palavras de Jesus:
“A tua fé te curou” (como a imposição das mãos, Ele acionou o poder da vontade de mudar de atitudes e pensamentos).

“Pedi e recebereis! Buscai e achareis! Porque todo aquele que pede,recebe!” , demonstrando que Deus nos dotou de inteligência e capacidade para que superemos nossas dificuldades, recomendando-nos o trabalho, a atividade e o esforço próprio.

Precisamos aprender a pedir, pois costumamos exigir soluções rápidas e eficazes para problemas de ordem material.

Estamos sempre correndo contra o relógio e perdidos entre compromissos assumidos, os quais muitas vezes extrapolam nossa capacidade de cumprir.

Esquecemos de cuidar de nossos sentimentos, de ir ao encontro do que nos realiza e nos dá satisfação interior, das coisas simples da vida.

Se acreditamos em reencarnação, então sabemos que tudo aqui é transitório, que estamos na Terra para evoluir em espírito, para superar a nós mesmos.

O “pedir”, colocado aqui, é no sentido de “receber” da Providência Divina o ânimo, a coragem, as boas idéias, a fim de que possamos crescer e adquirir a paciência necessária para lidar com as nossas imperfeições e com as dos outros.

Cada problema contém em si próprio a solução. Tudo está certo como está, pois tudo tem o seu tempo para mudar, crescer e amadurecer.

Aquilo que não nos cabe resolver “agora”, confiemos em Deus, pois quando estivermos prontos para compreender, tudo se resolverá. Devemos dar o melhor de nós, com ânimo, entusiasmo e confiança, agradecendo a oportunidade da vida.

Ogum representa, portanto, o caminho que precisamos percorrer, aquele caminho solitário para vencer os dragões internos que, na verdade, é o espírito em busca de si mesmo; percorrer o caminho de volta à unicidade com o Pai.

(Fonte: Umbanda Pé no Chão, pelo Espírito Ramatis – Médium: Norberto Peixoto).

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que significa ser Umbandista



A Umbanda do Brasil representa uma união de esforços colectivos visando a unidade espiritual e por isso abarca a todos indistintamente, não perguntando o que a pessoa crê ou pode doar mas sim apenas o que a pessoa precisa para ser feliz, e apontando os caminhos para ela alcançar esse fim já que a realização humana é uma conquista individual mas contagiante tendo em vista que a humanidade evolui em grupo . É portanto uma ideologia da esperança no trabalho regenerador, que engloba em suas formas ritualísticas os elementos de todas culturas formadoras do povo brasileiro. E com esse seu ecletismo faz renascer a chama dos ideais iluministas abrindo a mente das pessoas para despertar seu potencial natural e estimulando a convivência pacifica, tolerância e convergência, como elementos vivos nas representações básicas de:

Liberdade – representada pela figura ritualística do indígena incorporada sob a forma de caboclo brasileiro. E assim também os ritos umbandistas não tem uma estrutura rígida pois cada casa trabalha enfatizando suas afinidades maiores enquanto grupo ou as chamadas raízes, que reflectem mais a cultura do europeu colonizador branco, do nativo vermelho, ou ainda do negro inserido durante o processo escravagista e hoje tão presente na cultura geral.

Igualdade – representada pela figura dos humildes pretos e pretas velhas que trazem todo peso da tradição africana e a sabedoria adquirida por meio da experimentação. Assim também nos ritos de Umbanda todos os médium na qualidade de intermediários, inclusive os dirigentes, presidentes de tendas ou babalorixás, se nivelam em importância haja vista que a direcção efectiva de todo templo de Umbanda é efectuada pelas entidades espirituais com base em códigos éticos compatíveis com o nível evolutivo da sociedade, e ainda graduadamente impulsionando as pessoas para um maior despertar consciencial ou iluminação.

Fraternidade – representada pela figura das crianças de Umbanda, os puros ou verdadeiros e amorosos, que nos unem em torno de um ideal maior de amor fraterno. E assim também todas unidades terreiro da Umbanda foram se cooperando em organizações solidárias que defendem seus direitos garantindo maior representatividade na sociedade, ecoando a voz dos antes excluídos pelo capitalismo selvagem que privilegia os interesses da elite dominante.

A Umbanda com essa filosofia inclusiva actua como niveladora social onde elementos das diversas classes se unem em harmonia cultuando os ancestrais comuns dos povo brasileiro, e todo seu panteão divino e directivo sob formas que variam de santos católicos, até deuses indígenas e Orixás Africanos, com maior ênfase doutrinária segundo as afinidades da linha mestre de trabalho da casa.

Por fim lembramos do mais controverso personagem dessa saga umbandista, o chamado Exu que como elemento dinâmico representa para o homem moderno, sua capacidade de ascensão e mobilidade social, trazendo ainda à tona a voz reprimida das massas, e expondo do complexo humano seus instintos básicos de sobrevivência que libertos são convertidos em energia criativa. E completando essa representação antagónico mas complementar, enquanto que outras formas ritualísticas se relacionam a infância, maturidade ou senilidade, Exu vem trazendo uma forte relação com o conceito da morte e suas implicações quanto a aplicação da justiça e meritocracia já que a lei da acção e reacção é para todos no reino natural.

Eduardo Parra ( Frater YaBhaktiSwara )

domingo, 3 de abril de 2011

TODOS IGUAIS EMBORA SENDO TODOS DIFERENTES


No meio das actividades espírito-materiais nos terreiros de Umbanda que pregam a igualdade, a fraternidade, o amor , um facto, dentre de muitos, nos chama à atenção. Por isso mesmo, merece uma análise mais profunda e esclarecedora por parte daqueles que querem ver a Umbanda mais forte e coesa. A Umbanda, assim como outros agrupamentos religiosos, é formada por pessoas das mais diferentes classes económico-sociais e étnicas, que formam o que se denomina de meio religioso intercorrente. Também é de conhecimento geral que, não obstante as pessoas terem profissões ou ofícios diferentes, todos deverão estar ali, naquele espaço, imbuídas da mesma finalidade: auxílio espiritual e material aos necessitados. Faz-se então necessário traçar uma linha divisória entre o status que algumas pessoas possam ter em sociedade e o trabalho espiritual exercido pelas mesmas. Todos, independentemente dos títulos honoríficos ou profissionais que possam ter, deverão estar irmanados com aqueles que não puderam alcançar um estágio intelectual ou cultural mais elevado, no sentido de, juntos, poderem dar a sua cota de sacrifício em prol da Umbanda. Com muito pesar, observamos que algumas pessoas ainda julgam a existência da bondade e do altruísmo pela riqueza material ou intelectual que alguns detêm. Não que bens ou cultura sejam nocivos; muito pelo contrário, se bem utilizados, são de grande valia para o progresso da humanidade. Referimo-nos a médiuns que tratam de maneira diferente abastados e pobres; que tratam com pompa os que possuem títulos, desprezando aqueles que possuem quando muito a primeira classe; que dão atenção e mantém diálogos sómente com aqueles que têm automóvel novo e sucesso econômico. A soberba, a vaidade, o orgulho, a ganância, o egocentrismo e a ambição doentia não deixam ver a estas pessoas que o que importa na Umbanda é o SER, será dizer, ser honesto, ser dedicado à religião, ser simples, ser humilde, e não o TER, ter títulos profissionais, carrões último modelo, mansões sumptuosas, e um belo saldo bancário. A religião jamais poderá ser utilizada como ferramenta de projecção social, bem como em complemento de sucesso profissional. A Umbanda, esta elevada religião, foi criada no plano astral trazendo como carro-chefe os espíritos de índios e negros, duas das raças mais martirizadas do globo terrestre, e que, em última análise, representam a humildade, a dignidade, a sinceridade e o alto grau de espiritualidade, sentimentos e virtudes ainda ausentes em muitos corações. Na Umbanda não há lugar para ostentações terrenas, não há lugar para títulos materiais, tanto para espíritos quanto para médiuns e assistentes. Na Umbanda não se manifestam espíritos com o rótulo de "doutores" ou "mestres", mas sim os esforçados e trabalhadores Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças etc. que, seguindo as directrizes da espiritualidade superior, não medem esforços no sentido de auxiliarem os habitantes da Terra, encarnados ou não, a progredirem espiritualmente. Que esta simples dissertação possa de alguma forma contribuir para que alguns irmãos umbandistas, ainda impressionados com títulos e posses terrenos, alcancem o verdadeiro sentido da palavra IGUALDADE, e assim colaborem para que cada vez mais a Umbanda possa se tornar, não uma religião de ricos e pobres; de doutores e proletários, mas sim em segmento religioso de irmãos, unidos por laços de amor e fraternidade.

VOCÊ É UMBANDISTA ?

Uma das questões de relevância dentro da comunidade umbandista diz respeito a se apontar, dentro de um raciocínio aplicável, a consciência do ser humano, se determinadas pessoas podem ser consideradas, de facto e de direito, como filhos da Corrente Astral de Umbanda. Não queremos de forma alguma aplicar fórmulas matemáticas aos aspectos humanos, pois entendemos que cada um, dentro de seu estágio evolucional, tem uma maneira própria de se situar naquilo que conhece como religião, uma vez que os espíritos encarnados encontram-se em diferentes degraus da escala espírito-progressiva. No entanto, é certo e racional que firmemos parâmetros básicos que possam nortear uma definição, se não perfeita, pelo menos razoável, no que diz respeito a ser ou não ser considerado umbandista. Tais considerações racima referidas prendem-se ao facto de que, ao vivenciarmos o Movimento Umbandista, nos deparamos com situações (actos e factos) que nos impulsionam a repelir determinadas formas de pensamento e comportamento, incompatíveis com os fundamentos da Umbanda Será umbandista aquele indivíduo que faz caridade vinculada a favores posteriores, ou aquele que se promove para um lugar de destaque, promovendo o "toma lá, dá cá" ? Será que pode ser considerado umbandista aquele que é cúmplice da escravidão religiosa, não esclarecendo aos enclausurados que só o conhecimento os libertará dos vendilhões do templo ? Será que é considerado umbandista o indivíduo que se omite diante do comportamento distorcido de um irmão de fé, não o auxiliando a desprender-se de certos conceitos prejudiciais a sua evolução ? Será que é umbandista aquele que, ao observar um irmão de fé com faculdades espirituais, morais, intelectuais e culturais que possam ser úteis para o progresso da Umbanda, ao invés de incentivá-lo a prosseguir, trata sorrateiramente de lhe "puxar o tapete" , com medo que sua imagem fique ofuscada, ou por inveja ? Será que é umbandista aquele que valoriza as pessoas pelos títulos profissionais ou honoríficos e pelos bens que estas possuem, deixando em segundo plano os valores morais, éticos e espirituais ? Será que é considerado umbandista o indivíduo que ganha notoriedade num templo através de conchavos, ou através da mostra do saldo de sua conta bancária, e que tenta a todo o custo ser o centro das atenções. Será que tudo o que foi escrito até agora servirá de alerta e conselho, para que se regenerem e possam engrossar as fileiras dos verdadeiros filhos de Umbanda? Esperamos que sim.


Retirado de:http://paipedrodeogum.blogs.sapo.pt/

Axé Pai Pedro

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mãe Iemanjá




IEMANJÁ, a grande mãe, o oceano que origina tudo.

De seu ventre saíram todos os Orixás, dos seus seios correm os rios que fertilizam a terra. Como toda matriarca, é benevolente e preocupada com o bem-estar de todos, mas exerce uma autoridade mais pela astúcia que pela força.

Iemanjá é a imperatriz fecunda e resoluta totalmente aberta a criatividade.

Deusa da nação Egbá, nação Iorubá, onde existe o rio IEMANJÁ,. A umbanda por influência do sincretismo, promoveu IEMANJÁ como nova entidade, criação puramente brasileira. Moralizada como mãe de todos os orixás, assimilando-a com Nossa Senhora, mãe de Deus. Nela ficam condensadas as características das diversas entidades femininas.

Para as pessoas que querem crer em uma mãe extremamente bondosa, puritana, etc, como as colocações de todos os santos da igreja católica, com certeza vai se decepcionar com a realidade dos orixás que são em essência uma realidade do nosso mundo ou o nosso mundo é uma realidade da dos orixás: DUAL.POLARIZADO.

IEMANJÁ tendo sua manifestação positiva: Magnitude, criatividade, destemor, constância, gestação ou o inverso: rudeza, insensibilidade ,medo demasiado, e excessivo, crueldade, orgulho desmedido, gula.

IEMANJÁ, a MÃE é reconhecida como estando na segunda posição de autoridade, mas é apática, falsa e pouco disposta a atender as necessidades dos outros.

A representação de IEMANJÁ que se tem difundida o superou em muito a imagem de sereia ou de grande mãe cujos seios descem até o chão. Hoje é uma moça branca a sair do mar, cheia de luz, santa da igreja católica. É gritante a semelhança imposta pelos, católicos mesmo que apresente traços sedutores, é antes de tudo a mãe boa, desafricanizada.

Sempre descrita como orixá mãe, para quem esplendidas oferendas florais são devotadamente depositadas em todas as praias do Brasil.

Mas esta é apenas uma faceta do orixá, cujas qualidades negativas ficam ocultas para o grande público. Para os leigos é costume considerar que IEMANJÁ é a esposa de OXALÁ, e, várias lendas aludem a sua rivalidade com NANÃ.

Também temos lendas que coloca IEMANJÁ esposa de ORUMILÁ, de quem teve IFÁ, o oráculo, e de ORÃNHIÃ, o fundador da cidade de OIÓ.

IEMANJÁ, é vista um pouco menos feminina que algumas outras orixás, porque é mãe dos orixás e é claro, mais velha e inibida. Apesar de seus gestos meigos, ela mostra menos interesse em dar-se ou prestar atenção nos outros. Ela é em geral, mais distante e sua meiguice é interpretada, simplesmente, como boas maneiras.

Os filhos de IEMANJÁ são quase sempre sensíveis, emotivos, e podem ter dupla personalidade.

São metódicos, aceitam com revolta seu destino, sentem fascinação por tudo que seja oculto.

Via de regra são de estatura forte, são amáveis, porém vingativos.

Tendência a mais de um casamento.

Sua revolta intensa é comparada as ondas do mar. Num constante vai e vem por toda a vida.

Propência a obesidade, câncer de mama, problemas de coluna, doença mental. Seus filhos sentem-se donos da verdade, passam a aparência de calmos, polidos, meigos, humildes, mas no fundo são muito arrogantes, e você não sabe o que na realidade estão pensando. O aspecto físico é marcado pelo corpo e a ossadura grande, ancas largas, seios generosos.

Calmos, sérios, cheios de aparente dignidade, sensual,fascinantes.

Esposa e mãe fiel, eficiente, enérgica, mas ciumenta, possessivas, são muito mais mãe do que esposa, bastante independente em relação aos homens, maridos, amantes, ou pai. Seus sentimentos maternais exprimem-se antes no zelo e no amor com que se dedicam á educação de crianças que podem até nem ser delas do que dando a luz inúmeros rebentos.

Fechados, tranqüilos, doces, pacientes, prestativos, mas quando se enfurecem...

Sinceros. Parecem estar sempre julgando, dão a impressão de falar só por boas maneiras, por obrigação.

Quando dão uma pancada é como a pancada do mar: A pessoa nunca sabe onde vai rebentar.

Não gostam de anarquias, brigas. Dificilmente um filho de IEMANJÁ fala bem de alguém. Muitas vezes são mesquinhos, conformistas, mas não duvide que traia alguém para conseguir alguma coisa. IEMANJÁ é feroz, é mista.

Personalidade forte. É sereia.



IEMANJA -cujo nome deriva de yeyé omo eja [mãe cujos filhos são peixes].


IEMANJÁ [...] Água doce - Gosta de bailar, é alegre, correta, cuida dos doentes.

IEMANJÁ (...) Companheira de Ogum - trabalhadora, briguenta, violenta, feiticeira, baila com uma cobra enrolada no braço.

IEMANJÁ [...] - é sábia, orgulhosa, respeitada até por Ifá, que lhe acata as decisões.-

IEMANJÁ que vive na espuma[....] - na ressaca, enroscada em um manto de limo, muito lenta e esquecida, recebe os ebós junto aos mortos.

IEMANJÁ [....] - para guerrear , vive nos poços e mananciais dos bosques ,ligação com ogum.

IEMANJÁ [ ... ] - ligação com as nuvens , direcionando suas águas.
IEMANJÁ Sereia - com o corpo coberto de escamas e pelos prateados, alimentação, cura de maus Boris.

EXU MARABÔ; ligado a Iemanjá, tem atuação sobre toda a orla marítima e áreas de pesquisa científica. Encarregado de fiscalizar o plano físico, distribuindo ordens ao seus comandados, nos mais diversos planos de sua jurisdição.

Dificilmente baixa em terreiros. Fala e escreve perfeitamente o francês.

Quando incorpora, usa o nome de seu companheiro Agalieraps [ Mangueira ]

IEMANJÁ, está associada á foz dos rios e quebra-mares, mãe dos peixes e de todos as cabeças.

É invocada para trazer prosperidade e abundância.

É um orixá que tem o poder da curar as doenças com água, sem derramamento de sangue, com sua própria riqueza, os peixes, pode curar um mau ori, no ato do ebóri.

É um dos orixás mais velhos entre os irunmonlés, podendo algumas vezes comer junto com os eguns.



FRASE DE IMPACTO:Íyá mí nsé owó pélé-pélé nínu omi / Minha mãe esta erguendo as mãos,suavemente dentro das águas.

ELEMENTO> água

NATUREZA> água salgada

EMBLEMA> abebé-leque prateado

ERVAS> jasmim, folha-da-costa, aguapé, algafarra.

METAL> prata e platina

FLOR> rosa, palma branca

FRUTA> mamão, melancia, graviola, uvas brancas

DOENÇAS> barriga e seios,obesidade,câncer de mama

LOCAL PREFERIDO > água salgada e o templo

SEU DIA > é o sábado

SEUS NÚMEROS > são 8 e 16

SUAS CORES > são o azul e o branco,também rosa

SUA SAUDAÇÃO> Odomiô e Odoiá.

SUAS FERRAMENTAS > são a ancora e o leme.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

PAI OBALUAE


Obaluae na Umbanda um Orixá da renovação dos espíritos decaídos, resgatador da suas dívidas cármicas, na manifestação de Omulu trabalha como ceifador dos erros, ou seja, é o senhor dos mortos e o regente dos cemitérios considerado o campo santo entre o mundo terrestre material e o mundo astral espiritual, trabalhando com muito amor na guia destes espiritos tendo como servo E xu caveira o guardião dos cemitérios. Obaluaie é o mistério da irradiação que plasma o espirito desencarnado em vias de reencarne, amoldando-o para o útero materno, propiciando assim uma nova via evolutiva. Obaluae é o senhor das doenças podendo curar uma pessoa de uma doença.Na gíra de caboclos pode ser chamado de "caboclo do fogo" e quando entra nos terreiros da umbanda sua cabeça sempre tem que ser coberta,pois, Obaluae tinha muitos feridas e cobria seu rosto com palha para que ninguém pudesse ver as feridas. Diz uma lenda africana que ele estava em uma festa e ninguém queria dançar com ele sabendo de suas feridas até que Iansã veio até ele levantou a palha de seu rosto e com sua ventarola provocou um vento tão forte que as feridas de Obaluae saíram do corpo dele se transformando em pipoca.

Suas cores na Umbanda são o preto x amarelo ou branco x preto (mais relacionado aos pretos-velhos). Sua imantação compõe-se de deburu (picocas feitas na areia),mamão, arroz Flor: Monsenhor Amarelo; essência:cravo ou menta.Por sua relação com a morte, é reverenciado no cemitério ou campo santo e extremamente temido. Esta é uma visão umbandista sem preconceitos ou tabus.

Em Umbanda é sincretizado com S. Lázaro ou São Bento de Núrsia